Archive for Agosto, 2008

A Ameaça da Carrocinha

Notícia retirada do Diario de Pernambuco de domingo, 24 de agosto de 2008.

Bichos // A ameaça da carrocinha

Abandonados por seus donos, mais de 100 cães e gatos são mortos todo mês
Maria Carolina Santos // Diario
carolina.santos@diariodepernambuco.com.br

Somente nesta semana, o Centro de Vigilância Animal (CVA) – responsável pela “carrocinha” – vai realizar a eutanásia em quase 30 animais, a grande maioria recolhido nas ruas, abandonados pelos antigos donos. Esta triste situação se repete toda semana, e por mês são mais de uma centena de cães e gatos que recebem a injeção letal. Para mudar esta situação, ONGs e veterinários são unânimes em apontar duas soluções: investimento no controle habitacional e ações educativas pela guarda responsável.


Doroti Linck mantém um abrigo com mais de 120 animais que recolhe nas ruas Foto: Juliana Leitão/DP/D.A. Press

Apaixonada por animais, a gaúcha Doroti Linck mantém, por conta própria, um abrigo com mais de 120 animais. Ela calcula que em cinco anos o problema poderia ser resolvido se fossem criados programas efetivos e permanentes para esterilização dos animais. “É o melhor caminho. Cada casal pode ter até sete filhos por ano e assim por diante. Sem o controle, chega um ponto em que os donos não agüentam e acabam abandonando os animais”, diz. “Se cada um tivesse responsabilidade com seu cão ou gato, sabendo que ele pode viver uma média de 15 anos, não haveria tantos bichos abandonados na rua”.

Ações pontuais estão sendo realizadas na cidade, mas com resultados pouco satisfatórios. Em parceria com a Prefeitura do Recife, veterinários e estudantes da Universidade Rural de Pernambuco esterilizaram neste ano cerca de 300 animais, em três comunidades do bairro de Dois Irmãos. “Ainda não temos recursos suficientes para expandir para outros bairros, mas esta é a intenção. A esterilização em massa é mais eficaz e não é cruel como a eutanásia”, explica o veterinário Vandilson Rodrigues, da UFRPE.

Para a ambientalista Maria Padilha, as ações pontuais não são suficientes. “O que é necessário para um efetivo controle populacional desses animais é um programa e não ações isoladas ou projetos pilotos. Eles têm o seu lado positivo e beneficiam alguns animais, mas um trabalho efetivo tem que beneficiar um grande contingente de animais, especialmente entre a população de baixo poder aquisitivo”, conclui.

Adoção na Internet

Centro de Vigilância Animal (CVA)

A página do CVA (www.recife.pe.gov.br) é atualizada toda semana com os cachorros apreendidos nas ruas. Eles ficam no centro por três dias. Se não são adotados neste tempo, são submetidos à eutanásia.

Rede de adoção

No site (www.rededeadocao.com.br) há fotos e informações sobre dezenas de cachorros e gatos que estão esperando por um dono.

Posse responsável

Confira alguns cuidados para evitar o abandono dos animais:

- ao decidir acolher um animal, tenha em mente que ele viverá cerca de doze anos ou mais, e que necessitará de cuidados durante todo este período;

- escolha um animal que possua características de comportamento e de tamanho condizentes com o espaço de que dispõe e com os seus próprios hábitos;

- providencie para que o animal, macho ou fêmea, seja esterilizado a partir dos cinco meses de idade, para evitar crias indesejadas que resultam em abandono e em superpopulação de animais.

Fonte: União Internacional Protetora dos Animais

1 comment Agosto 28, 2008

ADA marca presença no primeiro debate dos candidatos à prefeitura de Recife

O ADA esteve presente ao longo das quatro horas durante as quais se estendeu o primeiro debate entre os prefeituráveis de Recife, nesta segunda-feira (25). O evento foi marcado pela desordem e falta de civilidade entre os militantes presentes no superlotadíssimo auditório, mas ainda restou uma pequena brecha para alguns discursos interessantes e para a manifestação do ADA.

O debate estava marcado para as 17h, mas o ADA já começou a distribuir panfletos e a chacoalhar mentes acomodadas muito antes, quando ainda começavam a chegar os primeiros estudantes. Expondo faixas a todos os espectadores e aos candidatos que ousaram entrar pela porta da frente, entregamos a cada um dos sete prefeituráveis um manifesto (ver aqui) que abordava a questão dos animais de rua, dos centros de controle de zoonoses e da “carrocinha”, de forma a cobrar-lhes a atenção que o assunto merece. Mais do que isso, o ADA sumarizou propostas concretas de políticas públicas que têm se mostrado eficazes em outros lugares e que precisam ser implantadas no Recife.

Infelizmente, ainda paira sobre as mentes mais e menos politizadas um certo grau de insensibilidade à candente causa animal, que fez com que o problema não constasse nos brados dos militantes desesperados e tampouco na óbvia seleção de perguntas feita pelos mediadores Heitor Rocha e Thales Castro. As duas perguntas selecionadas não incluíram nenhuma das enviadas pelo ADA e abordaram as questões não menos – nem mais – importantes da educação e da saúde públicas.

Nem um pouco desestimulados, os ativistas não hesitaram em panfletar e estender a faixa com a mensagem “Tratamento Ético aos Animais Não-humanos” a poucos metros do palco do auditório, conseguindo, ainda que diante daquela verdadeira rinha, chamar a atenção de muitos espectadores para o absurdo da carrocinha do nosso caríssimo CVA (Centro de Vigilância Ambiental).

Queremos crer que todos os sete candidatos leram cuidadosamente a carta que lhes escrevemos e esperamos que a sociedade se esforce em deixar claro, enquanto é tempo, o quão fundamental é combater a crueldade contra os animais. Digo “enquanto é tempo” porque, todos sabemos, deprimente que seja o comportamento dos nossos políticos, é esse o momento de lhes arrancar a palavra e o compromisso. Portanto, caros ativistas, colegas, simpatizantes e desconhecidos, não deixem de manifestar – em cada debate, comício, sala de aula, conversa de mesa de bar ou até e-mail – a força com a qual nós, cidadãos, reivindicamos a mudança do sistema da “carrocinha” e a reconsideração aos direitos básicos dos animais desta cidade.

Assim como os negros não tinham, há 200 anos, o privilégio de votar pela abolição da escravatura, os nossos animais de rua não têm a capacidade, hoje, de escrever numa carta ou espernear em um debate os seus gritos e apelos de dor e agonia. Ao contrário, eles estão neste exato momento sofrendo os últimos três dias das suas vidas no campo de concentração – o chamado “corredor da morte” – do CVA.

As palavras do Jornal do Commercio sobre a presença do ADA:

“No meio da balbúrdia, até que havia gente disposta a dialogar em torno de propostas, como os militantes da ONG Ativistas pelos Direitos dos Animais, que entregaram aos candidatos um manifesto pedindo o fim da carrocinha. Munidos de faixas e cartazes, terminaram perdendo espaço para os bagunceiros.”

Verdade, mas a carta está agora nas mãos dos candidatos e, mesmo com todos os percalços, o saldo foi extremamente positivo. E a luta continua!

Add comment Agosto 27, 2008

Novas adaptações da marca do ADA

Novidades de Ciro: novas variações da logo do ADA – para abordar o problema do comércio de vidas e para abordar o problema dos circos que torturam animais.

Add comment Agosto 26, 2008

A Objeção de Consciência

Como foi dito brevemente num artigo anterior deste blog, a recusa de participar de aulas práticas que utilizem animais vivos é um direito e está fundamentada em vários trechos da legislação federal e de acordos internacionais. É muito importante que os alunos de cursos da área de saúde percebam que, ao contrário do que lhes possam dizer colegas e – sobretudo – professores, a sua intolerância a participar de tais aulas práticas é legítima, consistente e permitida por lei.

O primeiro caso de objeção de consciência com boa repercussão no Brasil foi o do aluno de biologia Róber Bachinski, da UFRGS, que há dois anos luta com a universidade para se formar sem participar, ativa ou passivamente, dos maus tratos a qualquer animal (leia mais na revista Consultor Jurídico ou na Época). Desde então, vem emergindo no Brasil uma enxurrada de alunos de ensino superior dispostos a resistir bravamente ao antigo paradigma da vivissecção.

A Rede Internacional pela Educação Humanista – ou InterNICHE – tem forte representação no Brasil e é a entidade de maior expressão no que diz respeito ao desenvolvimento, divulgação e implantação de métodos substitutivos à utilização de animais vivos no ensino (veja o site da InterNICHE Brasil), tais como modelos tridimensionais, vídeos, auto-experimentação, experiências in vitro, simulações e realidade virtual. Para evitar trabalho repetitivo e fortalecer o movimento de combate a tais práticas, uma aluna anônima do curso de medicina veterinária divulgou na internet o documento por ela redigido para justificar sua recusa de participar de determinada aula prática e para requerer ao professor encarregado a aplicação de uma atividade substitutiva. O documento contém uma apresentação muito bem feita do suporte jurídico que as Leis e Declarações Universais fornecem à objeção de consciência e já está feito numa estrutura conveniente para que seja utilizado por qualquer aluno de ensino superior ou até mesmo de ensino médio.

Veja o documento-modelo de objeção de consciência clicando aqui.

Veja abaixo a legislação pertinente à objeção de consciência em aulas práticas com animais.

Artigo 18, primeira parte, Declaração Universal dos Direitos Humanos. Proclamada pela Assembléia Geral das Nações Unidas, em 1948, da qual o Brasil é signatário:
“Todo homem tem direito à liberdade de pensamento, consciência e religião”.

Artigo 5º da Constituição Brasileira de 1988:
Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza [...],
nos termos seguintes [...]:
VIII – ninguém será privado de direitos por motivos de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política, salvo se as invocar para eximir-se de obrigação legal a todos imposta e recusar-se a cumprir prestação alternativa, fixada em lei.

Artigo 8º, Declaração Universal dos Direitos Dos Animais, assinada pelo Brasil em 1978:
1. A experimentação animal que implique um sofrimento físico e psicológico é incompatível com osdireitos do animal, quer se trate de experimentações médicas, cientificas, comerciais ou qualquer outra forma de experimentação.
2. As técnicas experimentais alternativas devem ser utilizadas e desenvolvidas.

Artigo 32 da Lei 9.605, 30 de março de 1998:
Praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos:
Pena – detenção, de três meses a um ano, e multa.
§ 1º – Incorre nas mesmas penas quem realiza experiência dolorosa ou cruel em animal vivo, ainda que para fins didáticos ou científicos,
quando existirem recursos alternativos.
§ 2º – A pena é aumentada de um sexto a um terço, se ocorre morte do animal.

Artigo 3º, Lei Federal 6.638, 08 de maio de 1979:
A vivissecção não será permitida:
a) sem o emprego de anestesia;
b) em centros de pesquisas e estudos não registrados em órgão competente;
c) sem a supervisão de técnico especializado;
d) com animais que não tenham permanecido mais de 15 (quinze) dias em biotérios legalmente autorizados;
e) em estabelecimentos de ensino de 1º e 2º graus e em quaisquer locais freqüentados por menores de idade.

1 comment Agosto 13, 2008

Saiba que empresas testam e que empresas não testam seus produtos em animais

Teste Draize para Irritação dos Olhos

Teste Draize para Irritação dos Olhos

Grande parte dos produtos consumíveis colocados no mercado são testados para verificar-se os efeitos de vários tipos de irritação, overdose, ingestão acidental e até mesmo do tabagismo. Estes testes são feitos (na fachada) para cuidar com muito carinho do consumidor e (na prática) para evitar processos milionários em virtude de efeitos negativos do seu uso ou mau uso. É o caso de cosméticos, produtos de limpeza, pesticidas e fungicidas, sabonetes, xampus, cigarros e produtos químicos em geral. Historicamente, tais testes são feitos em animais – tipicamente coelhos e ratos, mas também gatos, cães e outros -, submetendo-se os olhos, a pele e os estômagos das cobaias a doses cavalares dos mais diversos produtos, por períodos de muitos dias ou até semanas. Os animais cuja sorte para tais testes lhes levou são torturados à exaustão, na maioria das vezes até que venham a óbito.

Teste para irritação da pele

Teste para irritação da pele

Nos últimos anos, entretanto, métodos substitutivos eficazes para muitos desses testes já foram propostos e outros estão em via de validar-se. É o caso dos testes de queimação dos olhos com córneas humanas doadas; dos testes para absorção, irritação ou corrosão da pele com culturas de pele humana; e do voluntariado de humanos para alguns determinados testes de irritação (o que já ocorre no Canadá). Empresas como O Boticário têm divulgado amplamente a suspensão da experimentação animal na sua cadeia produtiva, evidenciando que a perda de desempenho da empresa é mínima ou nula.

As marcas imediatamente abaixo listadas pertencem a empresas que, em algum momento da sua cadeia produtiva, testam seus produtos em animais. A informação foi retirada e adaptada de uma lista organizada, mantida e divulgada pela PETA (veja aqui a lista). São consideradas empresas que testam aquelas que recusam-se a afirmar formalmente que não promovem e/ou encomendam testes em animais. As empresas que não testam adotaram o selo Cruelty Free da PETA e afirmam publicamente que não fazem tais testes. O ADA tentou selecionar marcas mais tangíveis para o público brasileiro e, especialmente, o recifense. Esperamos ter conseguido fazer alguma filtragem.

Vamos evitar ao máximo comprar os produtos oriundos das empresas que testam seus produtos para, assim, parar de financiar os testes em animais. Leve uma listinha pro super-mercado e, depois, envie para nós e-mails (ainda que curtos, simples e diretos) explicando porque você parou de usar tal, tal ou tal produto. O ADA os encaminhará em forma de e-mail e em forma de carta para as empresas responsáveis, mostrando-lhes o quanto a população se importa com isso. Pode não parecer, mas esse tipo de pressão funciona quando todos dão um pouquinho do seu esforço.

Empresas que testam ou suas marcas

UNILEVER, BOMBRIL, NESTLÉ, BIC, COLGATE–PALMOLIVE, PRITT, CALVIN KLEIN, JOHNSON&JOHNSON, CLOROX, BARUEL, SANOL, PROCTER&GAMBLE, ADES, ALA, ARISCO, AJAX, PINHO-SOL, PLAX, PROTEX, SORRISO, KOLYNOS, POMPOM, PREVENT, RAÇÃO CANINE, TANDY, ASSOLAN, SCHERING-PLOUGH, L’OREAL, BECEL, BRILHANTE, CICA, CLAYBON, CLOSE UP, COMFORT, DORIANA, FOFO, FRISKO, GESSY, HELLMANN’S, KIBON, KNORR, LIPTON ICETEA, LUX, MAIZENA, MINERVA, OMO, POND’S, REXONA, SEDA, SIGNAL, SUAVE, AXE, DOVE, PINHO, VINÓLIA, BAND-AID, BANHO A BANHO, CAREFREE, CLEAN&CLEAR, COTONETES, JONTEX, KY, MODESS, OB, PERFEX, SEMPRE LIVRE, SUNDOWN, TRIATOP, ACE, ALWAYS, ARIEL, PAMPERS, PANTENE, PRINGLES, RAÇÃO EUKANUKA, RAÇÃO IAMS, TAMPAX, DURACELL, LIQUID PAPER, ORAL B, WELLA, SCOTCH BRITE, DEL, PFIZER, SANTHER, ROSATEX, ERNO LASZLO, DIAL, GALDERMA, COTY, KIMBERLY-CLARK, ALOÉS, MASTERFOODS, MELALEUCA, ORAL B, TOTAL QUÍMICA.

Empresas que não testam ou suas marcas

AVON, NIVEA, DAVENE, FARMAERVAS, RAÇÃO FRIDOG, RAÇÃO FARO, GRANADO, GIOVANNA BABY, NIASI, BIORENE, BIOCOLOR, CHARME, PERSONAL, KISS, SNOB, SYM, SKALA, YPÊ, ABELHA RAINHA, CONTENTE, FRI DOG, ECOLOGIE, BUFALO, DALENE, YPÊ, L’ACQUA DI FIORI, O BOTICÁRIO, BONYPLUS, ÉH, ÁGUA DE CHEIRO, CONTEM 1G, NAZCA, FLORESTAS, GOTAS VERDES, CONDOR, RACCO, VITADERM, ASR, WELEDA, TOP CAT, CASSIOPÉIA, PHILIPS, REVLON, VICTORIA’S SECRET, CLARINS, AVORA, PAYOT, ECOLOR, CHANEL, ALL-NATURE, MAXLOVE, TERRACTIVA, HERBALIFE, SHIZEN, RAHDA, PROLEV, MAUÁ, FARO, ÉVORA, MAHOGANY, BIOEXTRATUS, DEPILSAM, KORAI, GUABI, EMBELLEZE, ESSENCE, NATUPHITOS, COFERLY

Add comment Agosto 9, 2008

Lançada a Identidade Visual do ADA

Depois de muito tempo remoendo as idéias, o designer Ciro Leimig veio até nós com uma proposta de logomarca e identidade visual para o grupo cuja aceitação foi imediata e unânime.

As cores vermelho e preto foram pensadas para representar, respectivamente, o espírito de luta e a seriedade do grupo. O nome do grupo, em uma fonte direta e objetiva, apresenta bases amplas a fim de significar o forte embasamento científico e moral buscado pelos integrantes do grupo. O vermelho do Direito relaciona-se com o vermelho da mão humana, que protege – com a ferramenta do direito – o animal contra a opressão e impede a ação criminosa. A logomarca tem um elemento mutável: a silhueta do animal. Não é interesse do grupo dar a entender uma postura restrita de defender somente os cães ou animais de companhia, já protegidos e queridos por muitas entidades e pessoas. De acordo com o interesse em cada caso – problema dos animais de rua, indústria da carne, tráfico de animais silvestres, problema da experimentação animal, problema dos circos que usam animais -, variações da marca serão usadas.

Com esta identidade visual, o ADA torna-se mais forte. E, à medida que novos focos no combate à exploração animal forem vindo à tona, novas variações da marca serão criadas.

1 comment Agosto 6, 2008

Bem-vindos!

Se você está entrando no blog do ADA pela primeira vez, sinta-se muito bem-vindo(a). O ADA sente-se orgulhoso por receber mais esta visita e faz um convite para que você prepare-se para uma nova perspectiva sobre a senciência animal, o direito de bem-estar, o especismo e o consumo consciente. À medida que o blog que você está lendo for crescendo e sendo enriquecido – o que está acontecendo desde já e não cessará -, os citados conceitos e outras inumeráveis questões serão progressivamente elucidados e discutidos.

O ADA foi fundado por um grupo de alunos do Centro de Ciências Biológicas da UFPE em outubro de 2007 e está, hoje, em crescimento pleno de pessoal, organização e atividades. Mantemos, regularmente, debates e exibições de filmes – por enquanto, mais fortes na UFPE – e procuramos realizar atividades de impacto mais abrangente sempre que possível – notadamente em datas especiais, tais como o Dia Mundial de Combate ao Comércio de Peles e o Dia Internacional do Direito dos Animais.

Se você está entrando agora na Universidade, e sobretudo se na área de saúde, pare e reflita enquanto é tempo. Ao longo dos quatro ou cinco anos dos cursos de saúde, são freqüentemente impostas aos alunos atividades práticas que utilizam de forma inconseqüente os corpos de animais vivos – quando, não raramente, os objetivos das aulas práticas poderiam, comprovadamente, ser atingidos valendo-se de métodos substitutivos isentos de animais vivos. Acontece que os alunos chegam à faculdade sem a devida reflexão prévia sobre a questão e, após chocar-se nos dois ou três primeiros testemunhos de atrocidades contra animais, são preenchidos por uma insensibilidade e um comodismo que lhes impedem de indignar-se ao presenciar tais atividades novamente. Alguns alunos entram na faculdade tendo pena de dar um peteleco em um rato e já chegam ao terceiro período dizendo coisas como “eu quero é ver o professor cortando os bichos”.

Não se deixe dessensibilizar dessa maneira.

Mais que isso: não se disponha a assistir tais aulas. Recuse-se! É um direito do aluno, por lei, o de recusar-se a participar de atividades que ofendam suas crenças e seus valores éticos. (em muito breve disponibilizaremos aqui o documento de Objeção de Consciência, que elucidará melhor essa questão).

Aos demais, não se permitam ignorar os maus tratos que ocorrem todos os dias aos animais – muitos deles pagos por nós mesmos para nos fornecer produtos que melhorem as nossas vidas. Não se permita ignorar que vários cosméticos são testados à exaustão (e à tortura) em coelhos e outros animais; que a produção de carne de boi, de porco ou de frango em larga escala – aquela que nós compramos no bompreço – inevitavelmente traz aos animais “de corte” uma qualidade de vida desprezível; que cães de rua famintos e doentes multiplicam-se pelas ruas de Recife e do Brasil; e que de tantas outras formas os direitos básicos e o bem-estar de tantos, tantos animais são violados a cada dia.

Colabore com o ADA – ou, ainda que indepentemente, com a causa. Compareça às manifestações, exibições e discussões programadas na nossa agenda. Participe das reuniões semanais do ADA. Recuse-se a assistir as aulas práticas que utilizam animais vivos. Torne-se vegetariano. Afilie-se ao nosso projeto Adote um Vira-Lata e ajude-nos a dar abrigo e a castrar os animais de rua. Saiba, conosco, que empresas fazem testes em animais e boicote os seus produtos. E, mesmo que você não aceite nenhum dos conselhos acima, informe-se e colabore para diminuir a alienação que existe em respeito à privação do bem-estar animal.

Esta responsabilidade é de todos nós.

Add comment Agosto 4, 2008


 

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