Posts tagged ‘experimentação’

Trabalhos do ADA aprovados para participação no Congresso Mundial

Enfim, foi divulgado pelo Instituto Abolicionista Animal o resultado da seleção de trabalhos para participação no I Congresso Mundial de Bioética e Direito Animal, mencionado em artigos anteriores deste blog.

Embora tenhamos procurado ser discretos, o ADA tinha enviado dois resumos referentes a um grande levantamento feito por nós acerca da utilização de animais em práticas de ensino na Universidade Federal de Pernambuco. Foram eles:

GRAU DE ESCLARECIMENTO SOBRE BIOTÉRIOS E COMITÊS DE ÉTICA PARA O USO DE ANIMAIS ENTRE OS ALUNOS DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E DA SAÚDE DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO

e

A UTILIZAÇÃO DE ANIMAIS EM PRÁTICAS DE ENSINO NA UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO: UMA ANÁLISE DE CONTEXTO E DE OPINIÃO DOS DISCENTES GRADUANDOS DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E DA SAÚDE.

Constatamos com o referido levantamento que 90,4% dos estudantes entrevistados (da área de saúde) optariam por metodologias substitutivas que não utilizassem animais, fossem elas ofertadas. Um resultado extremamente preocupante, contudo, foi o indicador de que os professores não costumam tomar os devidos cuidados com a analgesia dos animais que estão sendo usados (apenas 36,44% dos alunos afirmaram que existem tais cuidados).

Entre os resultados mais relevantes dos trabalhos, pode-se ainda citar a incrível porcentagem de 42,3% dos alunos (na área de saúde) que não sabem o que é um biotério, mesmo tendo participado de aulas práticas com os animais dele oriundos. Quanto ao Comitê de Ética para o Uso de Animais (CEUA), a esmagadora maioria (87%) não sabe o que é ou como funciona, o que revela alunos desinformados quanto à regularização do uso de animais nas instituições de pesquisa e ensino e quanto à iminente entrada em vigor da Resolução Nº 879 do CFMV, que tornará mais rígidas as normas referentes aos CEUAs.

Assim que voltarmos do congresso, publicaremos aqui os demais resultados e detalhes da pesquisa.

E torçam por nós e pelos animais em Salvador!

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outubro 2, 2008 at 3:00 am Deixe um comentário

Saiba que empresas testam e que empresas não testam seus produtos em animais

Teste Draize para Irritação dos Olhos

Teste Draize para Irritação dos Olhos

Grande parte dos produtos consumíveis colocados no mercado são testados para verificar-se os efeitos de vários tipos de irritação, overdose, ingestão acidental e até mesmo do tabagismo. Estes testes são feitos (na fachada) para cuidar com muito carinho do consumidor e (na prática) para evitar processos milionários em virtude de efeitos negativos do seu uso ou mau uso. É o caso de cosméticos, produtos de limpeza, pesticidas e fungicidas, sabonetes, xampus, cigarros e produtos químicos em geral. Historicamente, tais testes são feitos em animais – tipicamente coelhos e ratos, mas também gatos, cães e outros -, submetendo-se os olhos, a pele e os estômagos das cobaias a doses cavalares dos mais diversos produtos, por períodos de muitos dias ou até semanas. Os animais cuja sorte para tais testes lhes levou são torturados à exaustão, na maioria das vezes até que venham a óbito.

Teste para irritação da pele

Teste para irritação da pele

Nos últimos anos, entretanto, métodos substitutivos eficazes para muitos desses testes já foram propostos e outros estão em via de validar-se. É o caso dos testes de queimação dos olhos com córneas humanas doadas; dos testes para absorção, irritação ou corrosão da pele com culturas de pele humana; e do voluntariado de humanos para alguns determinados testes de irritação (o que já ocorre no Canadá). Empresas como O Boticário têm divulgado amplamente a suspensão da experimentação animal na sua cadeia produtiva, evidenciando que a perda de desempenho da empresa é mínima ou nula.

As marcas imediatamente abaixo listadas pertencem a empresas que, em algum momento da sua cadeia produtiva, testam seus produtos em animais. A informação foi retirada e adaptada de uma lista organizada, mantida e divulgada pela PETA (veja aqui a lista). São consideradas empresas que testam aquelas que recusam-se a afirmar formalmente que não promovem e/ou encomendam testes em animais. As empresas que não testam adotaram o selo Cruelty Free da PETA e afirmam publicamente que não fazem tais testes. O ADA tentou selecionar marcas mais tangíveis para o público brasileiro e, especialmente, o recifense. Esperamos ter conseguido fazer alguma filtragem.

Vamos evitar ao máximo comprar os produtos oriundos das empresas que testam seus produtos para, assim, parar de financiar os testes em animais. Leve uma listinha pro super-mercado e, depois, envie para nós e-mails (ainda que curtos, simples e diretos) explicando porque você parou de usar tal, tal ou tal produto. O ADA os encaminhará em forma de e-mail e em forma de carta para as empresas responsáveis, mostrando-lhes o quanto a população se importa com isso. Pode não parecer, mas esse tipo de pressão funciona quando todos dão um pouquinho do seu esforço.

Empresas que testam ou suas marcas

UNILEVER, BOMBRIL, NESTLÉ, BIC, COLGATE–PALMOLIVE, PRITT, CALVIN KLEIN, JOHNSON&JOHNSON, CLOROX, BARUEL, SANOL, PROCTER&GAMBLE, ADES, ALA, ARISCO, AJAX, PINHO-SOL, PLAX, PROTEX, SORRISO, KOLYNOS, POMPOM, PREVENT, RAÇÃO CANINE, TANDY, ASSOLAN, SCHERING-PLOUGH, L’OREAL, BECEL, BRILHANTE, CICA, CLAYBON, CLOSE UP, COMFORT, DORIANA, FOFO, FRISKO, GESSY, HELLMANN’S, KIBON, KNORR, LIPTON ICETEA, LUX, MAIZENA, MINERVA, OMO, POND’S, REXONA, SEDA, SIGNAL, SUAVE, AXE, DOVE, PINHO, VINÓLIA, BAND-AID, BANHO A BANHO, CAREFREE, CLEAN&CLEAR, COTONETES, JONTEX, KY, MODESS, OB, PERFEX, SEMPRE LIVRE, SUNDOWN, TRIATOP, ACE, ALWAYS, ARIEL, PAMPERS, PANTENE, PRINGLES, RAÇÃO EUKANUKA, RAÇÃO IAMS, TAMPAX, DURACELL, LIQUID PAPER, ORAL B, WELLA, SCOTCH BRITE, DEL, PFIZER, SANTHER, ROSATEX, ERNO LASZLO, DIAL, GALDERMA, COTY, KIMBERLY-CLARK, ALOÉS, MASTERFOODS, MELALEUCA, ORAL B, TOTAL QUÍMICA.

Empresas que não testam ou suas marcas

AVON, NIVEA, DAVENE, FARMAERVAS, RAÇÃO FRIDOG, RAÇÃO FARO, GRANADO, GIOVANNA BABY, NIASI, BIORENE, BIOCOLOR, CHARME, PERSONAL, KISS, SNOB, SYM, SKALA, YPÊ, ABELHA RAINHA, CONTENTE, FRI DOG, ECOLOGIE, BUFALO, DALENE, YPÊ, L’ACQUA DI FIORI, O BOTICÁRIO, BONYPLUS, ÉH, ÁGUA DE CHEIRO, CONTEM 1G, NAZCA, FLORESTAS, GOTAS VERDES, CONDOR, RACCO, VITADERM, ASR, WELEDA, TOP CAT, CASSIOPÉIA, PHILIPS, REVLON, VICTORIA’S SECRET, CLARINS, AVORA, PAYOT, ECOLOR, CHANEL, ALL-NATURE, MAXLOVE, TERRACTIVA, HERBALIFE, SHIZEN, RAHDA, PROLEV, MAUÁ, FARO, ÉVORA, MAHOGANY, BIOEXTRATUS, DEPILSAM, KORAI, GUABI, EMBELLEZE, ESSENCE, NATUPHITOS, COFERLY

agosto 9, 2008 at 5:20 am 10 comentários

ADA conquista cadeira no Comitê de Ética para o Uso de Animais (CEUA) da UFPE

No dia 29 de abril, um estudante pisou pela primeira vez na sala de reunião do Comitê de Ética para o Uso de Animais da UFPE (CEUA-UFPE). O ADA vinha negociando a participação de um representante dos estudantes neste comitê, a fim de tomar conhecimento e atitude acerca das propostas de experimentos científicos com animais que são mensalmente submetidas a análise.

O nome explica bem: a UFPE tem um Comitê de Ética para o Uso de Animais, formado essencialmente por professores, que avalia todos os projetos de pesquisa feitos no estado de Pernambuco (faltam comitês nas outras instituições) que envolvam experiências científicas feitas com animais, a fim de julgar a relevância do projeto. A idéia é avaliar se “vale à pena o sacrifício”. Trata-se de um protocolo bem direto: a pilha de projetos é recebida para análise, os projetos são divididos entre os membros do comitê, cada um leva para casa e, na reunião seguinte (as reuniões são mensais), traz seu parecer (favorável ou não).

Enquanto parte fundamental das instituições de ensino e pesquisa, o corpo discente haveria de contar com uma parte das cadeiras deste comitê; contudo, isso nunca foi realidade. Após meses investindo esforços diplomáticos neste sentido, o ADA conseguiu dar o primeiro passo do que esperamos que seja um longo caminho: UM aluno da UFPE será admitido na mesa de reuniões do CEUA.

Por ora o aluno em questão é Natália de Souza Albuquerque, membro distinto e fundador do ADA. Não é de nosso desejo, contudo, que o ADA seja voz única no comitê; qualquer aluno que tenha a intenção de se candidatar a ocupar a cadeira tem livre acesso ao seu pleito e a justa votação. A cada dois anos os ocupantes para todos os cargos do CEUA-UFPE são redefinidos. Até lá, queremos ter conseguido voto – por enquanto, só temos voz – e um maior número de cadeiras.

maio 11, 2008 at 11:46 pm 2 comentários


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