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A carne não é necessária para uma boa nutrição

É incontestável: o único argumento que pode ser usado em defesa da dieta carnívora é o sabor. Desconsiderada essa única possível vantagem de se consumir carne, só existem implicações negativas – e não são poucas: O impacto ambiental da criação de tantos bilhões de animais (tanto em relação à emissão de resíduos sólidos e gasosos quanto em relação ao desmatamento); o sofrimento incomensurável dos animais (sobretudo quando criados em sistemas intensivos); os problemas de saúde, notadamente os gástricos e os vasculares, decorrentes da sua ingestão.

Aí um leitor mais perspicaz indagar-me-ia: “Sua análise parece tendenciosa. Afinal, eu não tenho que comer carne para obter as proteínas de que preciso?”. É o que dizem os reprodutores de conhecimentos não verificados, mas a ciência prova o contrário.

Entre 1996 e 2006, foi desenvolvida pelo Núcleo de Estudos e Pesquisas em Alimentação da Universidade Estadual de Campinas (NEPA/UNICAMP) a imprescindível Tabela Brasileira de Composição de Alimentos (TACO), que contém todas as informações sobre a quantidade de proteínas, lipídeos, colesterol, carboidratos, fibras e outros componentes encontrados em cada alimento. A lista abrange 495 diferentes alimentos consumidos no Brasil, servindo assim como uma fonte extremamente útil para a elaboração de dietas balanceadas.

O leitor constatará na tabela que, ao contrário do que reproduzem muitos onívoros inadvertidos, as proteínas podem ser encontradas, sim, em vegetais – e, se estes são devidamente escolhidos, podem ser encontradas em abundância. Note que a soja (código 483 na tabela) contém 36% de proteína – o que supera a quantidade de proteínas encontradas na esmagadora maioria das carnes de boi, de porco, de galinha e de peixe. Note também o alto conteúdo protéico de alimentos como a aveia (cód. 7), as farinhas de centeio, de rosca e de trigo (cód. 32), o amendoim (cód. 461), os feijões (cód. 467), a castanha (cód. 488) e o gergelim (cód. 492). Os demais nutrientes de cada alimento também podem ser verificados na tabela.

Clique aqui para abrir o .pdf da tabela. Abaixo, uma simplificação do índice para facilitar a consulta.

Cereais e derivados: pág. 20
Verduras, hortaliças e derivados: pág. 22
Frutas e derivados: pág. 28
Gorduras e óleos: pág. 34
Pescados e frutos do mar: pág. 34
Carnes e derivados: pág. 36
Leite e derivados: pág. 44
Bebidas (alcoólicas e não alcoólicas): pág. 46
Ovos e derivados: pág. 46
Produtos açucarados: pág. 46
Miscelâneas: pág. 48
Outros alimentos industrializados: pág. 48
Alimentos preparados: pág. 50
Leguminosas e derivados: pág. 50
Nozes e sementes: pág. 52

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setembro 7, 2008 at 2:24 am Deixe um comentário


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