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28/11 – Sexta Feira Mundial Sem Pele

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O maior esforço global já realizado no combate ao uso de peles

A Coalizão Internacional Anti-Pele (International Anti-Fur Coalition) decidiu criar um novo evento internacional, a ser realizado em conjunto com a Sexta-Feira sem Pele (FFF, em inglês) nos EUA, que é tradicionalmente realizada na sexta-feira seguinte ao Dia de Ação de Graças, o feriado em que o comércio é mais movimentado, ao lado do Natal.

Assim, a Coalizão não só aderiu à FFF, mas também deu a ela proporções globais, nomeando-a Sexta-Feira Mundial sem Pele (WFFF). Mais de 80 manifestações contra o uso de peles animais serão promovidas em mais de 40 países ao redor do mundo. Veja a relação em http://www.antifurcoalition.org/worldwide-fur-free-friday.html.

No Brasil, acontecerão 3 manifestações, em São Paulo, Rio Grande do Sul e, aqui, no Recife. O ADA está organizando a manifestação em nossa cidade. A concentração para o ato acontecerá às 16h, no estacionamento do Hiper Bompreço de Boa Viagem. Seguiremos, então, para a manifestação no Shopping Center Recife.

Sobre a indústria peleteira

As peles de animais são largamente utilizadas pela indústria têxtil, na fabricação de casacos, bolsas, calçados e outros. A indústria de peles é uma das industrias mais cruéis do mundo. O Brasil, apesar do clima tropical, possui dezenas de lojas que comercializam roupas confeccionadas com peles de animais. Nosso país também ocupa o vergonhoso primeiro lugar na exportação mundial de peles de chinchila.

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Os animais capturados nas armadilhas passam dias e, por vezes, semanas em agonia, antes de finalmente morrerem. Muitos chegam a roer os seus próprios membros tentando salvar-se. Além disso, muitos dos animais que caem nas armadilhas não são as espécies visadas pela indústria, e são, por isso, tratados como desperdícios. Menos de metade dos animais que são capturados com armadilhas sequer chegam a serem utilizados pela indústria de peles. Após transporte igualmente cruel, sem cuidado algum, eles seguem para os cativeiros. Hoje, ainda, existem grandes criações de animais destinados à extração de sua pele. Nessas criações, são mantidos animais que passam sua vida inteira dentro de gaiolas e que ao final do período determinado pelos proprietários são assassinados. Esses cativeiros existem em todo o mundo e mantêm um grande número de animais, além de outras atividades.

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Os animais passam as suas curtas vidas em pequenas gaiolas na maioria das vezes sem qualquer proteção contra as variações climáticas. Mal alimentados e estressados, adquirem comportamentos nervosos. Do aprisionamento a que estão sujeitos resultam muitas vezes automutilações e canibalismo. O nível de estresse elevado fragiliza o sistema imunológico do animal, levando-o, em cerca de 20 % dos casos, à morte. Muitos animais desenvolvem o que parece ser um comportamento psicótico, batendo com força nas paredes da gaiola durante todo o dia ao moverem-se furiosamente de um lado para o outro. Alguns desenvolvem problemas nas patas por ficarem vários meses em pé sobre uma estrutura de arame.

Entre as espécies utilizadas pela indústria peleteira estão incluídas não apenas as tradicionais fornecedoras de peles como os coelhos, as raposas, os minks, e os guaxinins, mas também cães e gatos domésticos cuja pele é chamada por outro nome propositadamente e exportada como pele de outras espécies. Mais de 40 milhões de animais são mortos a cada ano da forma mais hedionda e covarde possível para o uso de suas peles.

Antes de serem transformados em casacos de peles, os animais têm de sofrer uma última tortura, não menos cruel do que as já experimentadas: a matança. Como o objetivo central é o lucro, com os menores custos possíveis e melhor aproveitamento das peles (quanto mais intactas estiverem mais valiosas serão), métodos absurdamente cruéis para a matança desses animais são utilizados: asfixia, eletrocussão, envenenamento com estricnina, câmara de descompressão e quebra de pescoço são os mais comuns. Muitas vezes estes métodos não propiciam a morte imediata do animal, que são esfolados ainda com vida.

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A indústria de peles não traz apenas sofrimento e agonia aos animais, mas também grande destruição ambiental. A energia elétrica utilizada para a produção de um casaco de pele natural corresponde de vinte a sessenta vezes mais do que se gasta na produção de um casaco de pele sintética, por exemplo. Há ainda o grande risco de contaminação de águas devido à grande quantidade de produtos químicos utilizados para o curtume das peles, além de muitos outros fatores.

novembro 28, 2008 at 11:17 pm Deixe um comentário


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